quarta-feira, 19 de novembro de 2008

JB Ecológico; sete anos de imprensa



Tudo começou com o Estado Ecológico, um caderno mensal que tinha em média dezesseis páginas, que saía todo dia de lua cheia. O projeto funcionou durante nove anos, porém ocorreu problemas, que desencadeou o fechamento. Contudo, o jornalista Hiram Firmino, dono do projeto e da marca “Ecológico”, continuou na área ambiental. Em poucos meses negociou com o Jornal do Brasil, onde há sete anos lançou a JB Ecológico, que hoje com uma tiragem nacional de aproximadamente 145 mil exemplares, tem o intuito de atender os leitores com interesse nas questões ambientais

José Clemente, assinante da revista, afirma o impresso promove impacto ao leitor, pois pondera, crítica e mostra os dois lados da história.A JB traz nas suas edições os atuais problemas ambientais, debates sustentáveis, reportagens sobre a preservação do meio ambiente. Possui um espaço reservado para as cartas dos leitores e outro, chamado Gente Ecológica, que expõe frases com o tema de responsabilidade ambiental.

Em entrevista ao TREPJORN.BLOGSPOT, o jornalista da JB, Luciano Lopes disse: “- O diferencial da revista está na forma positiva que falamos do meio ambiente. As pessoas precisam desvincular-se da idéia que a imprensa ecológica só mostra tragédias. Temos um mundo cheio de lugares bonitos, preservados, onde a mão humana nunca vai tocar. E isso também deve ser mostrado.”


Especula-se que há inovações rondando a JB. Segundo, Cíntia Melo, bióloga e jornalista da Ecológico, há uma proposta na mudança da diagramação e a chegada de uma nova revista. De acordo com Sanakan Firmino, diretor de arte final, falta alguns detalhes para o fechamento da revista, que não foram divulgados.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Assim nasce a arte na comunidade


Jovens de comunidades carentes buscam na arte
uma forma de encontrar novos horizontes

“Vindos de Belo Horizonte, os sensacionais Brother Soul”. Com seu característico sotaque carioca, Fernanda Abreu apresentou o grupo mineiro na gravação de seu DVD, MTV Ao vivo. Mas como a funkeira eternizada pelo hit “Rio 40 graus” descobriu esses seguidores de James Brown?

Fernanda não os descobriu por acaso. Foi assim que a antropóloga Clarice Libânio entrou para essa história. Em 2004, Clarice foi umas das pessoas que criaram o Guia Cultural das Vilas e Favelas, pesquisa que identificou e cadastrou 740 grupos culturais e 7 mil artistas nas 226 favelas de Belo Horizonte. A partir deste Guia que Mestre Tito, líder do grupo Brother Soul, e Clarice começaram uma relação de apadrinhagem.

Fernanda Abreu queria fazer uma homenagem à Black Music em seu novo DVD e encontrou o Guia Cultural. Entrou em contato com o Brother Soul e assim graças ao trabalho de Clarice o simpático Mestre Tito, de 52 anos, realizou seu sonho de dançar no Canecão, mesmo palco que dançou seu ídolo James Brown.


Mestre Tito é o líder do grupo Brother Soul,
que existe há 25 anos

José Tito se diz grato ao guia cultural, pois não apenas ele, mas também sua comunidade e todas as outras que estão no guia foram incluídas na sociedade. E ele recomenda todos os artistas da periferia a “procurar o Guia Cultural, pois ele ajuda e sempre ajudará a todos artistas realmente empenhados que precisam de ajuda pra se lançar na mídia”.

A ONG (Organização Não Governamental) Favela É Isso Aí (FEIA) nasceu exatamente do grupo de pessoas envolvidas com a pesquisa do Guia, e tem como presidente e idealizadora Clarice Libânio. Algumas pessoas que resolveram dar continuidade ao trabalho, que tem como principal objetivo divulgar e incentivar a produção cultural da periferia Belo Horizontina.


Coletânea dos livros do Guia Cultural das Vilas e Favelas

A ONG atende a todas as nove regionais de BH, e dão preferência às comunidades menos amparadas. Na escolha das comunidades o que se analisa é qual delas não foi atendida e o tamanho, pois eles dão preferência para fazer em várias comunidades de menor porte e só trabalhar nas maiores quando tiverem mais verba.

Quando foi questionada sobre as dificuldades de se fundar uma ONG a advogada da instituição, Sheila Cianco, afirmou que a maior dificuldade não é na parte jurídica, “mas alcançar o objetivo na finalidade social e unir as pessoas com um mesmo propósito”. Já as dificuldades para se manter a instituição são principalmente financeiras. A Favela é Isso Aí é mantida totalmente pelas leis de incentivo à cultura federal, estadual e municipal. Mas ocorreram vezes em que não se conseguiu patrocínio o suficiente e por isso muitas vezes a ONG ficou sem funcionar.


Clarice Libânio mostra os pontos onde a ONG atua

Os projetos da FEIA são todos direcionados para o apoio cultural. Existe a agência de noticias, que divulga os artistas e seus shows em sites e outros meios, tem também o projeto de audiovisual, que é mais destinado para vídeos e animação. A presidente da instituição informou que o próximo objetivo é montar um estúdio para atender a demanda dos artistas musicais, e também tentaria dele um meio de conseguir mais renda para sustentar a ONG.


Ruth acredita que o 3º setor não cumpre o papel do Estado

Para a socióloga Ruth Ribeiro, a função do 3° setor (organizações não governamentais sem fins lucrativos) seriam cumprir o papel do 1° setor (Estado) nas áreas que ele não é eficiente. Ruth afirma ainda, que deveriam existir parcerias entre governo e o 3° setor, mas que o certo seria “uma agenda para a educação, saúde e cultura”. Enquanto o governo não desempenha a sua função, as Ong’s são uma maneira de não deixar essa áreas sem auxílio. A socióloga ainda disse que é graças a instituições como estas, que existe alguma chance para as classes baixas.

Matéria por Zé Melgaço
Revisão: Wilton Martins

Belo Horizonte recebe Kulturfest Itinerante


Evento promove cultura alemã em BH

Quem acha que a Alemanha é só chucrute, Einstein e Beethoven, teve uma ótima oportunidade de atualizar o lado cultural este mês. Entre os dias 3 e 7 de setembro, Belo Horizonte foi a última cidade a receber o Kulturfest Itinerante, festival que visa difundir a cultura contemporânea alemã no Brasil.

O evento foi promovido pelo Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, em parceria com a Fundação Clóvis Salgado e com o Governo de Minas, e trouxe atrações que variam entre as artes visuais, cinema e teatro, à música e experimentos tecnológicos. Dentro da proposta da arte jovem alemã as atrações são de graça, exceto as exibições de cinema.

A aceitação do público foi positiva justamente pela cultura alemã ser pouco difundida no Brasil, assim o evento atraiu pessoas que já conhece e admira, e foi exatamente para prestigiar, como é o caso do estudante carioca Cláudio Castro, 24 anos, apaixonado pela cultura alemã e pelo cinema contemporâneo.

Cláudio, que veio do rio de Janeiro, disse
ser apaixonado pela cultura alemã

O estudante acredita que com este evento, a cultura alemã será mais divulgada e mais pessoas, em especial, os jovens, terão oportunidade de conhecer a arte de um ângulo diferente. "De um lado você tem a tradição da cultura alemã que é muito forte, mas a gente tem que pensar também contemporaneamente com que outras culturas essa cultura está dialogando. Esse é o foco desta apuradoria.", diz Cláudio.

Nós tivemos a oportunidade de encontrar uma alemã na platéia, e conversamos com ela após a exibição do cinema. Ela se mostrou bem solícita e satisfeita, por ter matado as saudades de seu país de origem. Apesar de não ter gostado muito do filme, Renata Arfeld, 56 anos, mora no Brasil há 30 anos e organiza intercâmbios culturais. A jovem senhora afirma que sua terra natal é muito mais alegre, do que parece.


A alemã Renata Arfeld, não gostou do filme exibido

Esteve presente também, o coordenador do projeto, Ricardo Gomes. Ricardo estava bem animado e satisfeito com o projeto de divulgar a cultura jovem alemã, por ser uma nova cultura que não é muito conhecida nem na Alemanha. O coordenador acredita que a cultura alemã não é tão pouco difundida assim, e que na verdade, ela é bem conhecida no sul do país, ao contrário do Norte e Nordeste, onde não há comunidades alemãs.


O coordenador, Ricardo Gomes,disse que o objetivo
do projeto era divulgar a cultura jovem alemã

O Kulturfest trouxe mais do que cinema, DJ’s conhecidos internacionalmente, como Loppaz e Eurobique, mostras de artes visuais e vídeos performances. Além do teatro com peças dramáticas – característica marcante nos espetáculos alemães – o evento ainda apresentou peças infantis, como “O Príncipe sapo” dos irmãos Grim.

Matéria por Juliana Baeta
Revisão: Wilton Martins

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

É nóis


Eu poderia discorrer aqui, sobre a importância de um texto de apresentação, num blog como esse, mas eu prefiro discorrer sobre a dificuldade de um texto de apresentação.

Um texto de apresentação requer uma prévia, um leque de objetivos e expectativas para este fim, e pra ser sincera, eu não espero nada. Não sei o que será do nosso grupo, mais tarde, nem sei o que será do blog quando acabar o semestre (provavelmente reciclaremos o mesmo pra outras coisas, talvez um blog de contos eróticos homossexuais, o que vai dar muito mais ibope, enfim), mas eu posso dizer seguramente o que EU pretendo fazer AGORA com ele.

Pretendo me dedicar à matéria, e fazer com o que seja escrito aqui, seja bem feito e interessante, e sirva pra nos dar experiência e habilidade na arte do jornalismo. Mas que também sirva para os leitores como fonte de entretenimento, ou quem sabe até mesmo como utilidade pública. Creio que falo em nome de todos.



E só pra finalizar, quero fazer aqui uma singela homenagem, à um ex membro do grupo, que infelizmente não pertence mais a esse mundo cruel (do jornalismo, pois teve que largar o curso pra se dedicar integralmente ao trabalho e alcançar o seu objetivo de vida: ficar rico o mais rápido possível), mas que estará sempre onipresente em nossos corações. =]

Juliana Baeta