quarta-feira, 2 de junho de 2010

Violência e abuso sexual a menores é tema de discussão na Regional Norte

A Secretaria Administração Municipal Regional Norte recebeu na última quinta-feira, dia 27, o Fórum de Atenção à Criança e ao Adolescente, com o tema “Enfrentamento da Violência Sexual Contra a Criança e o Adolescente”. O objetivo é trazer a discussão sobre o assunto e orientar os participantes que trabalham nas áreas de Educação, Saúde e no Conselho Tutelar como agir ao se deparar com um caso de abuso e como tratá-lo da maneira mais correta e eficaz. A apresentação, que contou com a participação de mais de cem profissionais, foi feita pela psicóloga e técnica executiva do Plano Nacional Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (PAIR) BH, Célia Carvalho Nahas.

A falta de denúncias, segundo a psicóloga Célia Nahas, é uma das maiores preocupações no combate a violência sexual contra menores. “Um dos principais obstáculos ao combate à violência sexual contra crianças e adolescentes é a ocultação de casos e o silêncio dos envolvidos”, afirma. Ainda segundo Célia Nahas, há casos em que as pessoas não conseguem se livrar das seqüelas geradas pela violação de direitos. “Em casos de violência ou abuso sexual, algumas vítimas não conseguem se recuperar e carregam seqüelas como medo, depressão, fobias, problemas de concentração, problemas digestivos, entre outros, para o resto da vida” alertou.
Os dados apresentados durante o fórum mostram que muitas vítimas sofrem os abusos dentro das próprias casas. Cerca de 44% dos casos de violência sexual contra os menores são causados pelos próprios pais, 17% por padrastos e 39% são causados por outros integrantes da família.
Célia Nahas explicou que o PAIR estabelece um conjunto de diretrizes que permite a intervenção técnica-política para o enfrentamento do abuso e da exploração sexual, respaldando-se em seis eixos estratégicas sendo, Análise da Situação, Atendimento, Prevenção, Defesa e responsabilização, Mobilização e Articulação Infanto-Juvenil, e que vai além da exploração sexual, combatendo também os casos de pedofilia e o comércio de crianças e jovens.
“O contato físico não é a única característica de abuso sexual. Telefonemas com assuntos obscenos, incentivos sexuais como exibição de filmes e fotos contendo sexo explícito ou não, exibicionismo e voyeurismo também são considerados abusos, mesmo não tendo contato físico”, enfatizou.
 
A psicóloga Célia Nahas afirmou que uma das formas de evitar o problema é o contato próximo dos pais com filhos, oferecendo sempre o diálogo e a orientação. Para encerrar, grupo de crianças da Legião da Boa Vontade (LBV), realizou apresentação com música e dança.

O Fórum de Atenção à Criança e ao Adolescente acontece mensalmente no auditório da Regional Norte, sempre na última quinta-feira do mês.
 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Chuva de granizo causa grandes estragos na capital


Após 45 dias ainda é possível notar os prejuízos
causados pela tempestade


No dia 16 de setembro de 2008, uma terrível chuva de granizo assustou a população de algumas regiões de Belo Horizonte, Contagem e Betim. Mais de 45 dias depois, ainda é possível ver os estragos que a natureza fez. Carros com marcas das pedras de gelo, telhas sendo trocadas e também alguns estabelecimentos fechados para reforma. O bairro Serrano, região noroeste de BH, foi uma das mais assoladas pela intempérie, e é nesta região que a creche Tesouros do Futuro faz o seu trabalho social.

A instituição abriga 35 crianças carentes que não têm onde ficar enquanto os pais trabalham, e é mantida por doações da comunidade e da Paróquia São Dimas e por meio de eventos promovidos pela creche. As crianças, que têm entre 3 e 8 anos, são moradoras da comunidade onde ela está instalada.




Paulo Henrique Carvalho fala sobre os estragos

Com a tempestade, os 415 metros da telha foram quebrados, a estrutura do telhado ficou comprometida, e alguns móveis e livros foram destruídos pela água que entrou no estabelecimento. Para a reforma foram necessários R$ 15 mil obtidos através de doações da comunidade e de algumas empresas locais. O presidente da creche Paulo Henrique Carvalho alega que recorreu à ajuda da defesa civil e da prefeitura municipal, porém não obteve sucesso. Na tentativa de ajudar de outras maneiras as famílias que dependem da creche, Paulo tem elaborado projetos paralelos, arrecadando alimentos e doando para os mais necessitados.





Silineide Silva ajuda como pode

O fim das obras e a reabertura da instituição ficaram previstos para o dia 15 de outubro (um mês depois do estrago). Durante esse período, sem os serviços da creche, muitas mães tiveram que levar seus filhos para o trabalho ou deixar com algum conhecido, e em alguns casos, as crianças ficavam trancadas em casa, sozinhas ou com irmãos maiores. Para apressar a reforma da creche, alguns pais como a dona de casa Silineide Silva ajudam da maneira que podem, arrumam o lugar, ou te mesmo ajudam na obra.


Outros prejuízos

Anderson Surú, dono do restaurante Flora & Bar

O estrago da tempestade não foi grande somente na Creche Tesouros do Futuro. O restaurante Flora & Bar, ambiente muito freqüentado pelo público jovem da região, também sofreu sérios danos. Segundo o proprietário Anderson Lourenço de Carvalho, o prejuízo foi de aproximadamente R$ 7,5 mil para a reforma. A chuva danificou as telhas, inutilizou vários eletrodomésticos como o freezer (estragando assim os alimentos) e a televisão, além de várias bebidas, fazendo com que o local ficasse fechado durante um mês.

Várias casas na região Noroeste foram atingidas, dentre elas a moradia do estudante de jornalismo, Cláudio Humberto Diniz, morador do bairro Santa Terezinha. Em sua casa foram quase duas mil telhas quebradas, além do forro de madeira que cedeu. No dia do ocorrido, o jovem faltou à aula para retirar a água que entrou pelas telhas quebradas e também para arrumar o telhado que ameaçava desmoronar. Não foi possível arcar com as despesas ainda, e dessa forma a casa permanece sem telhas até hoje.

MATÉRIA por José Melgaço
Revisão: Juliana Baeta

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

JB Ecológico; sete anos de imprensa



Tudo começou com o Estado Ecológico, um caderno mensal que tinha em média dezesseis páginas, que saía todo dia de lua cheia. O projeto funcionou durante nove anos, porém ocorreu problemas, que desencadeou o fechamento. Contudo, o jornalista Hiram Firmino, dono do projeto e da marca “Ecológico”, continuou na área ambiental. Em poucos meses negociou com o Jornal do Brasil, onde há sete anos lançou a JB Ecológico, que hoje com uma tiragem nacional de aproximadamente 145 mil exemplares, tem o intuito de atender os leitores com interesse nas questões ambientais

José Clemente, assinante da revista, afirma o impresso promove impacto ao leitor, pois pondera, crítica e mostra os dois lados da história.A JB traz nas suas edições os atuais problemas ambientais, debates sustentáveis, reportagens sobre a preservação do meio ambiente. Possui um espaço reservado para as cartas dos leitores e outro, chamado Gente Ecológica, que expõe frases com o tema de responsabilidade ambiental.

Em entrevista ao TREPJORN.BLOGSPOT, o jornalista da JB, Luciano Lopes disse: “- O diferencial da revista está na forma positiva que falamos do meio ambiente. As pessoas precisam desvincular-se da idéia que a imprensa ecológica só mostra tragédias. Temos um mundo cheio de lugares bonitos, preservados, onde a mão humana nunca vai tocar. E isso também deve ser mostrado.”


Especula-se que há inovações rondando a JB. Segundo, Cíntia Melo, bióloga e jornalista da Ecológico, há uma proposta na mudança da diagramação e a chegada de uma nova revista. De acordo com Sanakan Firmino, diretor de arte final, falta alguns detalhes para o fechamento da revista, que não foram divulgados.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Assim nasce a arte na comunidade


Jovens de comunidades carentes buscam na arte
uma forma de encontrar novos horizontes

“Vindos de Belo Horizonte, os sensacionais Brother Soul”. Com seu característico sotaque carioca, Fernanda Abreu apresentou o grupo mineiro na gravação de seu DVD, MTV Ao vivo. Mas como a funkeira eternizada pelo hit “Rio 40 graus” descobriu esses seguidores de James Brown?

Fernanda não os descobriu por acaso. Foi assim que a antropóloga Clarice Libânio entrou para essa história. Em 2004, Clarice foi umas das pessoas que criaram o Guia Cultural das Vilas e Favelas, pesquisa que identificou e cadastrou 740 grupos culturais e 7 mil artistas nas 226 favelas de Belo Horizonte. A partir deste Guia que Mestre Tito, líder do grupo Brother Soul, e Clarice começaram uma relação de apadrinhagem.

Fernanda Abreu queria fazer uma homenagem à Black Music em seu novo DVD e encontrou o Guia Cultural. Entrou em contato com o Brother Soul e assim graças ao trabalho de Clarice o simpático Mestre Tito, de 52 anos, realizou seu sonho de dançar no Canecão, mesmo palco que dançou seu ídolo James Brown.


Mestre Tito é o líder do grupo Brother Soul,
que existe há 25 anos

José Tito se diz grato ao guia cultural, pois não apenas ele, mas também sua comunidade e todas as outras que estão no guia foram incluídas na sociedade. E ele recomenda todos os artistas da periferia a “procurar o Guia Cultural, pois ele ajuda e sempre ajudará a todos artistas realmente empenhados que precisam de ajuda pra se lançar na mídia”.

A ONG (Organização Não Governamental) Favela É Isso Aí (FEIA) nasceu exatamente do grupo de pessoas envolvidas com a pesquisa do Guia, e tem como presidente e idealizadora Clarice Libânio. Algumas pessoas que resolveram dar continuidade ao trabalho, que tem como principal objetivo divulgar e incentivar a produção cultural da periferia Belo Horizontina.


Coletânea dos livros do Guia Cultural das Vilas e Favelas

A ONG atende a todas as nove regionais de BH, e dão preferência às comunidades menos amparadas. Na escolha das comunidades o que se analisa é qual delas não foi atendida e o tamanho, pois eles dão preferência para fazer em várias comunidades de menor porte e só trabalhar nas maiores quando tiverem mais verba.

Quando foi questionada sobre as dificuldades de se fundar uma ONG a advogada da instituição, Sheila Cianco, afirmou que a maior dificuldade não é na parte jurídica, “mas alcançar o objetivo na finalidade social e unir as pessoas com um mesmo propósito”. Já as dificuldades para se manter a instituição são principalmente financeiras. A Favela é Isso Aí é mantida totalmente pelas leis de incentivo à cultura federal, estadual e municipal. Mas ocorreram vezes em que não se conseguiu patrocínio o suficiente e por isso muitas vezes a ONG ficou sem funcionar.


Clarice Libânio mostra os pontos onde a ONG atua

Os projetos da FEIA são todos direcionados para o apoio cultural. Existe a agência de noticias, que divulga os artistas e seus shows em sites e outros meios, tem também o projeto de audiovisual, que é mais destinado para vídeos e animação. A presidente da instituição informou que o próximo objetivo é montar um estúdio para atender a demanda dos artistas musicais, e também tentaria dele um meio de conseguir mais renda para sustentar a ONG.


Ruth acredita que o 3º setor não cumpre o papel do Estado

Para a socióloga Ruth Ribeiro, a função do 3° setor (organizações não governamentais sem fins lucrativos) seriam cumprir o papel do 1° setor (Estado) nas áreas que ele não é eficiente. Ruth afirma ainda, que deveriam existir parcerias entre governo e o 3° setor, mas que o certo seria “uma agenda para a educação, saúde e cultura”. Enquanto o governo não desempenha a sua função, as Ong’s são uma maneira de não deixar essa áreas sem auxílio. A socióloga ainda disse que é graças a instituições como estas, que existe alguma chance para as classes baixas.

Matéria por Zé Melgaço
Revisão: Wilton Martins

Belo Horizonte recebe Kulturfest Itinerante


Evento promove cultura alemã em BH

Quem acha que a Alemanha é só chucrute, Einstein e Beethoven, teve uma ótima oportunidade de atualizar o lado cultural este mês. Entre os dias 3 e 7 de setembro, Belo Horizonte foi a última cidade a receber o Kulturfest Itinerante, festival que visa difundir a cultura contemporânea alemã no Brasil.

O evento foi promovido pelo Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, em parceria com a Fundação Clóvis Salgado e com o Governo de Minas, e trouxe atrações que variam entre as artes visuais, cinema e teatro, à música e experimentos tecnológicos. Dentro da proposta da arte jovem alemã as atrações são de graça, exceto as exibições de cinema.

A aceitação do público foi positiva justamente pela cultura alemã ser pouco difundida no Brasil, assim o evento atraiu pessoas que já conhece e admira, e foi exatamente para prestigiar, como é o caso do estudante carioca Cláudio Castro, 24 anos, apaixonado pela cultura alemã e pelo cinema contemporâneo.

Cláudio, que veio do rio de Janeiro, disse
ser apaixonado pela cultura alemã

O estudante acredita que com este evento, a cultura alemã será mais divulgada e mais pessoas, em especial, os jovens, terão oportunidade de conhecer a arte de um ângulo diferente. "De um lado você tem a tradição da cultura alemã que é muito forte, mas a gente tem que pensar também contemporaneamente com que outras culturas essa cultura está dialogando. Esse é o foco desta apuradoria.", diz Cláudio.

Nós tivemos a oportunidade de encontrar uma alemã na platéia, e conversamos com ela após a exibição do cinema. Ela se mostrou bem solícita e satisfeita, por ter matado as saudades de seu país de origem. Apesar de não ter gostado muito do filme, Renata Arfeld, 56 anos, mora no Brasil há 30 anos e organiza intercâmbios culturais. A jovem senhora afirma que sua terra natal é muito mais alegre, do que parece.


A alemã Renata Arfeld, não gostou do filme exibido

Esteve presente também, o coordenador do projeto, Ricardo Gomes. Ricardo estava bem animado e satisfeito com o projeto de divulgar a cultura jovem alemã, por ser uma nova cultura que não é muito conhecida nem na Alemanha. O coordenador acredita que a cultura alemã não é tão pouco difundida assim, e que na verdade, ela é bem conhecida no sul do país, ao contrário do Norte e Nordeste, onde não há comunidades alemãs.


O coordenador, Ricardo Gomes,disse que o objetivo
do projeto era divulgar a cultura jovem alemã

O Kulturfest trouxe mais do que cinema, DJ’s conhecidos internacionalmente, como Loppaz e Eurobique, mostras de artes visuais e vídeos performances. Além do teatro com peças dramáticas – característica marcante nos espetáculos alemães – o evento ainda apresentou peças infantis, como “O Príncipe sapo” dos irmãos Grim.

Matéria por Juliana Baeta
Revisão: Wilton Martins

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

É nóis


Eu poderia discorrer aqui, sobre a importância de um texto de apresentação, num blog como esse, mas eu prefiro discorrer sobre a dificuldade de um texto de apresentação.

Um texto de apresentação requer uma prévia, um leque de objetivos e expectativas para este fim, e pra ser sincera, eu não espero nada. Não sei o que será do nosso grupo, mais tarde, nem sei o que será do blog quando acabar o semestre (provavelmente reciclaremos o mesmo pra outras coisas, talvez um blog de contos eróticos homossexuais, o que vai dar muito mais ibope, enfim), mas eu posso dizer seguramente o que EU pretendo fazer AGORA com ele.

Pretendo me dedicar à matéria, e fazer com o que seja escrito aqui, seja bem feito e interessante, e sirva pra nos dar experiência e habilidade na arte do jornalismo. Mas que também sirva para os leitores como fonte de entretenimento, ou quem sabe até mesmo como utilidade pública. Creio que falo em nome de todos.



E só pra finalizar, quero fazer aqui uma singela homenagem, à um ex membro do grupo, que infelizmente não pertence mais a esse mundo cruel (do jornalismo, pois teve que largar o curso pra se dedicar integralmente ao trabalho e alcançar o seu objetivo de vida: ficar rico o mais rápido possível), mas que estará sempre onipresente em nossos corações. =]

Juliana Baeta